quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Breve história do Cinema

Nesse trabalho, apresentado pelos alunos, um breve histórico sobre o Cinema.
Considerado como a Sétima Arte, é uma complexa manifestação estética que agrada a muita pessoas pelo mundo todo.



George Méliès (1861-1938) ganhou uma exposição no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo - Georges Méliès, mágico do cinema. Quem foi até lá pode ver o clássico Viagem À Lua (1902) e viu as mesmas técnicas utilizadas pelo genial cineasta, que foi recentemente retratado em Hugo Cabret (2011), filme de Martin Scorsese.

Divirtam-se!
Profa. Simone R. Martins

sábado, 10 de novembro de 2012

Luzes do Norte

O Masp exibe Luzes do Norte até dia 13/01/2013, nessa mostra estão trabalhos do renascimento alemão. Gravuras e desenhos vindos do Museu do Louvre, em Paris, que nos ajudam a entender o Renascimento fora da Itália. Os trabalhos foram selecionados a partir da coleção do barão Edmond de Rothschild, que desde 1935, pertence ao Louvre.

Vale salientar que, as origens do Renascimento é italiana, mas os alemães tiveram um papel fundamental na compreensão e na difusão das técnicas renascnetistas na Europa.

No Renascimento alemão, há artistas cujas temáticas se aproximam do místico e que têm uma criação própria. Eles usavam as técnicas renascentistas que se ajustavam aos seus próprios conceitos artistícos; o artista passou a ter personalidade própria, resultado de uma assimilação seletiva dos ideiais vindos do sul da Europa.

O principal deles, que você spoderão contemplar na exposição, é Albrecht Dürer. Nascido na cidade de Nuremberg, em 1471, tornou-se aprendiz de Michael Wolgemut, com quem aprendeu técnicas de pintura e xilogravura.

Depois de algumas viagens à Itália, ele passou a atentar a questões tipicamente renascnetistas. Entre elas, a perspectiva, o padrão de beleza ideal, a proporção e a harmonia. Sentindo-se com a missão de adaptar o que aprendeu à sua própria cultura. Dürer misturava, aos temas do Renascimento, elementos góticos.

Junto com esses novos ideais artísticos, Dürer levou à Alemanha a consciência sobre o papel do artista. Morreu em 1528, sendo considerado, até hoje, o grande responsável por sar autonomia à gravura. Antes dele, a técnica era encarada como simples forma de reprodução.

Assita o vídeo sobre a mostra realizado pela TV UOL.

Boa exposição!
Profa. Simone R. Martins



domingo, 28 de outubro de 2012

Releituras de Pablo Picasso

Picasso repinta, relê, reinterpreta " As Meninas" de Velázquez mais de cinquenta vezes. Transforma em partitura uma obra secular e lhe dá uma coloratura própria.

A partir dos anos 50 até o fim dos seus dias, o pintor dedica-se a estudar, melhor dizendo, a disecar pictoricamente as obras de outros mestres.

Pinta, em 1955, quinze telas de "Mulheres argelinas", segundo Delacroix. Em 1960 e 1961 faz 27 telas baseadas no famoso "Almoço na Relva" de Manet. Assim também o faz com El Grego e com Courbet, consciente de que a arte do século XX se constrói com base na vertiginosa (auto) devoração.

As Meninas, Velázquez



As Meninas, Picasso



Almoço na relva, Manet


Almoço na relva, Picasso
Mulheres de Argélia, Delacroix


Mulheres de Argélia, Picasso



Madame Ginoux, Vicente van Gogh

Madame Ginoux, Picasso
Inspirem-se nos mestres!
Profa. Simone R. Martins



  
















sábado, 27 de outubro de 2012

Coliseu


O Coliseu, mais conhecido de todos os monumentos romanos, está com uma inclinação de 40 centímetros. Em 2011, começaram a cair pedaços da edificação e agora a superintendência arqueológica de Roma assume que há um desnível, que segundo alguns especialistas já era notado há mais de um ano.

As causas para o fenômeno são conhecidas: uma delas é o excesso de carros, motos e ônibus que circulam no entorno do monumento produzem uma trepidação muito acima do suportável para uma edificação construída no ano 80 d.C. O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, anunciou  que, a partir de 2015, não haverá carros nos arredores do Coliseu.

Mesmo com o desnível, a superintendente de bens arqueológicos de Roma, Maria Rosaria Barbera, afirmou que não há motivo para preocupação. Segundo ela, não há nenhum efeito como o da Torre de Pisa e as análises realizadas sobre o desnível não preocupam.

Vale lembrar os números do Coliseu:














Abraço,
Profa. Simone R. Martins

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Releitura de obras de arte com brinquedos

É uma proposta que busca dois tipos de arte: a fotografia e a releitura de obra de arte utilizando brinquedos:


A artista plástica francesa Jocelyne Grivaud resolveu homenagear a Barbie com a exposição “Perso”.

Em 2011, foi criada uma campanha especial para comemorar os 64 anos do Masp. Esses trabalhos também poderão inspirá-lo a criar as suas releituras de obras de arte:



Abraço,
Profa. Simone R. Martins

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Recruta Zero e a Arte Rupestre

A graça da tirinha do Recruta Zero, por Mort Walker, trazendo a referência da Arte Rupestre:

Abraço,
Profa. Simone R. Martins

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Pablo Picasso: o ícone do século XX

Pablo Picasso é considerado o maior artista do século XX. Ainda criança, revelou um surpreendente domínio da linha, da cor e da técnica. Não contava 30 anos quando fundou o movimento cubista, em colaboração com Georges Braque. Em seu trabalho, pintura, escultura, gravura, cerâmica, litografia e mosaico criaram um discurso único. Além da revolução formal, Picasso surpreendeu pela intensidade emocional revelada na força dos temas e em seu inesgotável vocabulário artístico. Dono de uma personalidade em permanente ebulição, foi um homem de fases, o que transparece em sua trajetória.

1881-1900 Os anos de juventude e de formação


Garota com pés descalços
Museu de Picasso, Paris

A família, a formação acadêmica e a convivência com as vanguardas marcam a trajetória artística de Picasso. A convivência com a mãe, as irmãs, a avó e as tias contribui para o nascimento da curiosidade insaciável do artista pelo mistério feminino, que em suas obras assumiria conotações eróticas.

De Málaga, cidade natal, originam-se temas recorrente: mulheres, touradas, arte, o Mediterrâneo. Em Barcelona, Picasso mergula no universo da vanguarda e da modernidade, conhece artistas e intelectuais e frequenta o cabaré Els Quatre Gats. Na virada do século, parte para Paris.



1901-1904 Paris-Barcelona. O período azul
Retrato de homem
Museu de Picasso, Paris

Picasso fixou-se em Paris em 1904. Acompanhado do amigo Carlos Casagemas, instala-se num ateliê e começa a expor telas que mostram as tendências artísticas antigas até a influência dos mestres como Delacroix, Manet e Degas. A partir de 1901, a obra de Picasso ilustra bem a sua paixão pela cor em retratos, cenas de rua, de cabarés ou de bordéis parisienses. No outono daquele ano começa o período azul, em que a tristeza e o isolamento são evidenciados pela monocromia. Picasso passa então a representar a iséria e o desespero humanos. O desenho é discreto, severo, pungente. No final de 1904, Picasso conhece Fernende Olivier, sua primeira mulher e fonte de nova inspiração.



1904-1907 Do período rosa a Les Desmoiselles d'Avignon


Estudo de homem
(estudo para Les Demoiselles d'Avignon)
Museu Picasso, Paris
Nessa fase o amor por Fernande origina muitos desenhos sensuais e eróticos. Com a paixão de Picasso pelo circo, iniciam-se os ciclos dos saltimbancos e do arlequim. Os personagens deixam de ser indivíduos sofridos e passam a ser tipos. Instala-se a serenidade plástica, substituindo o expressionismo anterior. Picasso dá os primeiros passos no território da escultura. O contato com a paisagem de Gosol, aldeia da Catalunha, e a descoberta da estetica de esculturas ibéricas seculares o fazem refletir sobre questões de ordem plástica. Picasso encanta-se com as artes primitiva e africana; começa o flrete com a geometria e a relação de volumes. Inicia-se o trabalho com Les Demoiselles d'Avignon.



1907-1916 Os anos do cubismo


Homem com o bandolim
Museu Picasso, Paris
A tela Les Demoiselles d'Avgnon subverteu o sentido da arte moderna. Picasso rompe com tudo o que fora feito até então, abolindo a perspectiva tradicional e sugerindo a terceira dimensão. A linha curva está ausente, os planos assumem encaixe geométrico. Georges Braque torna-se o companheiro na aventura cubista. Na primeira fase do movimento, Picasso cria figuras totêmicas monumentais.
Em 1909, surge o cubismo analítico, com formas decantadas e analisadas por facetas. A cor se reduz a tons de castanho, cinza e bege. Dois anos depois, aparecem elementos recortados e as colagens, conduzindo ao cubismo sintético e às assemblages.

Em 1911, Picasso rompe com Fernande e se apaixona por Eva Gouel, que falece em 1915. Com a declaração de guerra em 1914, chega ao fim a aventura cubista.



1917-1924 O período clássico
Três mulheres junto a fonte
Museu Picasso, Paris

Com a Guerra, a vida em Paris fica difícil. Picasso pinta os cenários para o balé Parade e se envolve com o mundodo teatro e da dança. Apaixona-se por Olga Khokhlova, com quem se casa em 1918.

Na Itália, redescobre a arte clássica e suas riquezas. Surgem então homens e mulheres de aspecto monumental.

Trata-se de interrogar o tradicional e vivenciar a passagem para o violência surrealista que se seguirá. As mulheres de Picasso apresentam o rosto vazio; a representação é exagerada e surgem os primeiros ataques ao corpo. Com o nascimento do primeiro filho, Paulo, Picasso cessa de frequentar a boêmia. A desarmonia conjugal e a insatisfação aparecem nas obras com as primeiras marcas das cruéis deformações da década seguinte. Criaturas de pesadelo e mulheres castradoras substituem a serenidade anterior.




1923-1936 As metamorfoses
Nu deitado
Museu Picasso, Paris
A partir de 1925, a pintura de Picasso torna-se palco da transgressão formal e moral, invadida pelo erotismo, pela paixão e pela violência sexual. Corpos desmembrados, cores estridentes e espaço asfixiante provocam a incompreensão. Reaparece o tema do touro e das touradas, projetando os desejos de Picasso e expressando sua paixão por Marie-Thérese Walter. Referências mitológicas e o confronto de forças antagônicas povoam as telas.

Em meados dos anos 1930, Picasso adquire o castelo de Boisgeloup, na França, onde se dedica também à escultura. Em 1935, Picasso rompe com Olga e nasce Maya, sua filha com Marie-Thérese. No início de 1936, passa a ter um caso com Dora Maar. Com a eclosão da Guerra Civil Espanhola, um julho, a História faz sua triste entrada na obra do artista.

1937-1953 Os anos da guerra e do pós-guerra
Guernica
Museu Reina Sofia, Madri
A Guerra Civil Espanhola indtroduziu a política na obra de Picasso. Em Guernica, reação epidérmica do artista ao bombadeiro da cidade basca, cristalizam-se temas como o par touro e cavalo, os corpos desmenbrados, o guerreiro, agora com uma carga simbólica que transforma a tela no emblema da dor.
A Segunda Guerra também inspira imagens de crueldade e morte, naturezas-mortas marcadas pelo despojamento das formas e pelo esmaecimento da cor. Picasso cria então objetos que prenunciam as esculturas em chapa metálca. Finda a Guerra, apaixona-se pro Françoise Gillot, mãe de Claude e Paloma, e redescobre a luz, a fecundidade, o mundo mediterrâneo. Nas esculturas, o artista aproveita tudo o que lhe cai às mãos. Na cidade de Vallauris, trabalha com cerâmica e a subverte para criar peças de uma ousadia ímpar.

1954-1973 Os últimos anos


Jacqueline de mãos cruzadas
Museu Picasso, Paris
Em Vallauris, Picasso conhece Jacqueline Roque, musa dos últimos anos. De 1950 a 1962 o artista explora as obras dos grandes mestres como Delacroix, Velázquez, Manet. A pintura torna-se tema de reflexão ao qual Picasso oferece seus próprios elementos de resposta.

Não se trata da apropriação, mas da violação da obra a ponto de torná-la irreconhecível pela incorporação da iconografia pessoal do artista. Picasso cria desenhos, gravuras e pinturas que suscitam o incômodo, a incompreensão. A partir de 1966, seu trabalho é emancipado, persistindo no erotismo.

O artista morre em abril de 1973, ainda antecipando-se ao futuro, abrindo caminhos, numa febre criativa que assemelhava à obstinação.

Viva Picasso!
Profa. Simone R. Martins